Continuação.
No instante em que o vi tocar o rosto daquela mulher, algo dentro de mim… se partiu.
Primeiro veio o som — fraco, vacilante — o som do meu próprio coração. Um, dois, três batimentos... e então o silêncio, pesado, cortante. Mas já era tarde. O selo que me mantinha fria, imutável, começou a se romper.
Senti o peito arder. As mãos tremeram. O ar ficou espesso, e por um momento, achei que fosse desmaiar.
Selene gritou algo ao fundo, mas tudo o que eu via era ele.
Wei…
O homem que outrora me pertencia — agora tocava outra, com a mesma ternura que um dia me prometeu.
Eu, a Imaculada, a pura, a que nunca sangrou, nunca amou, nunca chorou... senti as lágrimas queimarem o rosto. Quentes. Reais. E não consegui contê-las.
Selene e os outros perceberam. Eu ouvi o sussurro assustado entre eles:
— Ela está sentindo…
— A maldição está enfraquecendo…
E estavam certos. Eu sentia tudo.
A dor, o ciúme, o desejo… a lembrança do que fui antes de ser condenada. Cada lág