Continuação.
Scarlett deslizou os dedos pelo ombro dele — provocando-me, com aquele gesto de posse.
Wei se levantou, os olhos fixos em mim, a voz grave e cortante.
— Está tentando me desafiar, Imaculada?
Sorri por trás do véu, mesmo sentindo o peito apertar.
— Se eu quisesse te desafiar, todos aqui estariam ajoelhados.
O ar pareceu vibrar.
Scarlett inclinou-se sobre ele, a boca próxima ao ouvido, sussurrando algo que o fez endurecer o olhar.
Eu vi.
Vi o poder que ela tinha sobre ele.
O toque, a voz, o controle.
Mas Wei ainda me olhava.
Como se o simples fato de eu estar ali o incomodasse.
Como se parte dele ainda me reconhecesse — mesmo que negasse.
Ele desceu um degrau.
Seus olhos me percorreram de cima a baixo, e eu senti o peso daquele olhar.
— Cuidado com o que faz, Imaculada. Não vou tolerar que cause desordem aqui.
Meu riso escapou, suave, venenoso.
— Eu apenas me contive, Wei. — disse o nome dele com o gosto do passado na língua. — Mas também