Continuação:
— Meus servos, nossa seita vai subir mais um degrau no poder. Todos nós iremos ao Submundo — digo, descendo os degraus do salão devagar, imaginando cada pedra daquele lugar —. Irei conquistar o Submundo para mim. Vamos expandir nosso poder e permitir que cada um faça o que bem entender; não nos limitaremos mais à igreja nem a quem quer que seja. Eu, sua Senhora, a Imaculada, esmagarei todo aquele que se opuser ao nosso domínio.
Havia excitação no ar; nos meus pensamentos tudo já se organizava para o retorno do meu amado. Cruzamos cidades e reinos até chegar ao portal do Submundo. A seita se dispersou pelas sombras ao longo do caminho para não chamar atenção; quando alcançamos o portal, estávamos apenas eu, Selene, Dorian e Alaric.
— Prometo que depois de tudo isso a gente toma uma bela cerveja numa taverna — murmurei, mais para aliviar a tensão do grupo do que por verdadeira intenção. Eles me olharam, surpresos, e então o véu foi posto sobre meu rosto.
— Nunca imagine