Continuação.
Ela me olhou de um jeito que nunca tinha me olhado antes. Não havia ironia, nem aquele sorriso torto que sempre vinha acompanhado de uma piada. Era só dor. Dor pura, nua, crua.
— Eu sou tão abominável assim? — a voz dela saiu baixa, tremendo, mas logo continuou, quase como se estivesse falando consigo mesma. — Eu sei… eu sei que eu não sou a pessoa mais perfeita do mundo. Talvez esse seja o meu defeito. Talvez seja por isso que eu sempre fui abandonada.
Ela respirou fundo, engol