Aleksei Vasiliev
A dor da prata não some. Ela aprende o corpo e volta quando quer, como música ruim que se recusa a calar. O flanco que Klaus fechou ardeu de novo no fim da tarde, bem quando a cidade trocou a pele de luz por pele de sombra.
Eu não podia voltar à mansão. Não podia me aproximar da cobertura de Aurora como um fantasma batendo nos vidros. Cruzei a avenida e subi as escadas de serviço de um prédio antigo, até um apartamento vazio que mantenho para noites como esta.
Paredes brancas