Aleksei Vasiliev
O galpão cheirava a fumaça, pólvora e medo. O Círculo nos cercava como hienas, mas não era o exército deles que importava. Era Andrei. Sempre ele. Um fantasma do século XIX, um traidor que escolheu a faca de prata em vez da irmandade.
— De novo, Vasiliev. — disse, a voz carregada de desprezo — Sempre trazendo mulheres para a morte. É tão prazeroso te ver sangrar por um amor.
Aurora, ao meu lado, segurava a faca como se tivesse nascido para ela. Havia sangue no rosto, suor nos olhos, mas firmeza no corpo. Ela não vacilou.
— Eu não sou “mulheres”. Eu sou Aurora Mancini Vasiliev. E não vou morrer pelas mãos de ninguém.
Eu avancei. Andrei era rápido, mas eu era mais. O choque de nossos corpos ecoou como trovão. Ele puxou correntes banhadas em prata, queimando a pele dos meus braços quando me prendeu por segundos. A dor era fogo vivo. Eu rugi e parti o ferro com as próprias mãos.
Aurora atacou por trás, cortando a coxa dele. Andrei gritou, o som mais humano que já fez em s