Aurora Mancini
A mansão estava silenciosa, mas dentro de mim o barulho era ensurdecedor. A noite se aproximava como um aviso. O cerco não era mais metáfora, era realidade. Andrei Sokolov e o Círculo já estavam em movimento.
No salão principal, Aleksei me esperava. O corpo dele parecia esculpido na penumbra, imponente, mas os olhos denunciavam algo que raramente vi: medo. Não dele. Medo por mim.
— Você não vai lutar. — ele disse, sem rodeios.
Cruzei os braços, firme.
— Eu vou.
— Aurora… — sua voz quebrou por um segundo — se algo te acontecer…
— Se algo me acontecer, você continua. — retruquei — Foi isso que você me disse no terraço, lembra? Agora, devolvo a mesma moeda.
Ele respirou fundo, como se cada palavra fosse uma lâmina contra a própria pele. Klaus e Matteo se aproximaram, observando à distância, mas não interferiram. Sabiam que aquela batalha não era apenas contra o Círculo. Era também contra os nossos medos.
Aleksei tentou um último apelo.
— Você não entende o que significa es