Aleksei Vasiliev
Voltei à mansão antes do amanhecer. A estrada estava vazia. A colina respirava neblina. O portão se abriu com o som discreto que sempre me devolve um contorno de casa. Entrei sem acender todas as luzes.
A lareira no salão principal ainda guardava o calor da noite passada. Sentei na poltrona funda, senti a costura puxar no flanco e deixei a cabeça pesar. Não por muito tempo. Alguém bateu duas vezes, com a confiança de quem não precisa de convocação.
— Entre. — falei.
A porta g