Eu saí da biblioteca com o coração no ritmo estranho de quem não sabe se está prestes a perder algo ou a reinventar tudo.
O ar noturno de Londres estava úmido, cheirando a chuva e terra.
Carros passavam distantes, luzes refletiam em poças, e eu senti — pela primeira vez em muito tempo — que não estava caminhando para alguém.
Estava caminhando para mim.
Continuei até a rua principal, respirando o frio como se ele fosse uma verdade que eu precisava ingerir.
A cidade parecia menor do que a confusã