Sonhei com ela.
Não com o rosto — ele continuava um borrão elegante, feito de ausência — mas com o som.
O som de seus passos em um chão de mármore, lentos, calculados, quase dançados.
E atrás dela, ele.
Thomas, mais jovem.
Sem o peso que o tempo lhe colou na pele.
Olhar menos frio, mais vulnerável.
Como se amar fosse ainda uma hipótese, não uma ferida.
No sonho, ela dizia algo que eu não ouvia — mas sentia: “Não existe salvação para quem confunde devoção com amor.”
Acordei antes do toque, antes