Às 18h03, atravessei o pátio lateral da universidade.
Não corri.
A pressa confessa mais do que palavras.
E hoje, eu não estava ali para confessar — estava ali para ser ouvida.
O campus estava quase vazio, tomado pelo silêncio transparente que antecede uma decisão importante.
Um vento frio atravessava as árvores, fazendo-as balançar como se estivessem esperando algo — ou alguém — se partir.
Eu parei diante da porta de vidro da biblioteca privada.
A mesma porta onde tudo começara.
Onde eu havia s