Marina Salles
Meu corpo implorava, implorava de um jeito humilhante, carente, desesperado. Eu queria Dante dentro de mim. Queria sentir cada maldito centímetro dele me possuindo, invadindo, quebrando qualquer resto de sanidade que ainda me restava. Mas o desgraçado parecia determinado a me deixar à beira do colapso. E não de qualquer jeito — ele queria me ver suplicando.
A mão dele desceu de novo, dessa vez sem aviso, sem aviso nenhum. Dois dedos entraram de uma vez, fundo, e o gemidö que esca