O trajeto até o novo destino foi feito em silêncio — mas não um silêncio vazio. Era um silêncio cheio de perguntas, promessas não ditas e uma tensão que parecia engrossar o ar dentro do carro.
Isabella olhava pela janela, tentando acompanhar o movimento da cidade enquanto a mente corria mais rápido do que qualquer carro poderia. As luzes, os prédios, as pessoas… tudo parecia distante, como se ela estivesse observando outro mundo, e não o próprio.
Dante mantinha uma mão firme no volante, a outra apoiada na perna, mas havia algo diferente na postura dele — não era o controle de sempre.
Era alerta.
Era guerra.
Quando o carro finalmente entrou em um estacionamento subterrâneo privativo, ela se virou para ele.
— Onde estamos? — perguntou.
Ele não respondeu de imediato. Estacionou o carro, desligou o motor e virou-se para ela devagar, como se estivesse escolhendo cada palavra com cuidado.
— Em um lugar seguro — disse enfim.
— Seguro de quem? — Isabella insistiu. — Você não