O relógio na parede marcava 02:47 da manhã, mas ninguém na sala de guerra parecia cansado. A mesa estava coberta por pastas, telas abertas, códigos em execução e rotas traçadas com precisão milimétrica. Ali não havia cansaço — havia tensão, expectativa e a certeza de que algo grande estava prestes a acontecer.
Isabella estava de pé, observando a projeção frontal com a postura de alguém que não apenas esperava o impacto — mas o convidava.
Lorenzo terminou de revisar a última linha de programação e finalmente falou:
— Pronto. Se Elijah tentar acessar qualquer rota alternativa, o sistema vai bloquear e rastrear. Não importa o protocolo que ele use. Dessa vez, a gente vai ver para onde ele corre.
Luca exalou um riso curto, quase amargo:
— Ele nunca corre. Ele faz os outros correrem.
Dante permaneceu calado, apoiado contra a mesa, braços cruzados. Ele estava atento demais — não era espera, era cálculo. A mente dele já estava três movimentos à frente.
Isabella sentiu o olhar dele ant