As horas seguintes não foram marcadas por gritos, caos ou correria — e sim por silêncio.
Silêncio de cálculo.
Silêncio de preparação.
Dante se movia pela sala como alguém que já estava três jogadas à frente. Isabella observava, analisava, encaixava tudo em lugares invisíveis. Luca digitava sem parar, conectando sistemas, criando rotas alternativas e apagando rastros como se estivesse limpando um campo minado.
Não havia pressa — havia precisão.
Quando Dante finalmente falou, o relógio já tinha avançado quase duas horas.
— Ele nunca trabalha sozinho — disse, quebrando o silêncio. — Se Clara deixou aquela mensagem, significa que Elijah começou a eliminar possíveis brechas.
Isabella cruzou os braços.
— O que significa que ele está preparando um movimento grande.
Luca franziu o cenho sem parar de digitar.
— Vocês falam como se ele fosse um profeta — murmurou. — Às vezes um psicopata é só… um psicopata.
— Não — Isabella respondeu, firme, sem hesitação. — Psicopatas provocam. Elijah constrói