O apartamento permaneceu em silêncio por longos segundos depois da última frase dele, e Isabella sentia cada batida do próprio coração como se estivesse ouvindo do lado de fora do corpo. Dante estava ali, parado a menos de um metro dela, e era como se o ar tivesse mudado de densidade.
Tudo nela dizia para correr.
Tudo nela dizia para ficar.
— Eu preciso pensar — ela disse por fim, a voz firme, mesmo que o equilíbrio interno não estivesse nem perto de acompanhar.
Dante assentiu — não com frustração, não com impaciência — mas com compreensão.
— Eu não esperava menos de você — respondeu.
Ela piscou devagar, surpresa pela resposta. Parte dela imaginava que ele tentaria convencê-la, pressioná-la, argumentar. Mas Dante Cruz nunca fazia o óbvio. Ele sempre escolhia o movimento que ela não previa.
Talvez fosse isso que a fascinava tanto. Ou que a assustava.
— Posso…? — ela apontou para a porta. Não porque precisava sair. Mas porque precisava respirar sem ele tão perto.
Dante