A manhã seguinte começou silenciosa.
Isabela acordou antes do despertador, como se o corpo já soubesse que aquele dia não seria igual aos outros. Por um instante, ficou apenas deitada, observando o teto claro do quarto do hotel e tentando organizar os pensamentos.
A viagem, a reunião, a proximidade, o olhar dele… era muito para processar em tão pouco tempo.
Mas fugir — ela sabia — não era mais uma opção.
Depois de uma ducha rápida e um café simples, ela desceu para o lobby. O local estava movimentado, mas tudo ali parecia acontecer atrás de um vidro. Pessoas passavam, conversavam, carregavam malas — e ainda assim, nada capturava a atenção dela como a imagem dele sentado em uma das poltronas de couro escuro.
Dante estava lendo algo no tablet, postura impecável, aparência impecável, expressão controlada — como se nada no mundo pudesse tirá-lo daquele estado de concentração absoluta.
Mas assim que ela se aproximou, ele levantou os olhos.
E tudo mudou.
— Bom dia — ele disse, com a