Mundo ficciónIniciar sesiónDOIS CAOS COLIDINDO EM UM CASAMENTO NASCIDO DE UM MAL-ENTENDIDO. ELA QUERIA UM MARIDO DE ALUGUEL PELA LIBERDADE. ELE PRECISAVA DE UMA NOIVA DE FACHADA PARA PEITAR A FAMÍLIA. Para fugir do noivo prometido, ela decidiu se casar com o primeiro desconhecido que encontrou na noite. Charlotte Fronckowiak tem vinte e três anos, um corpo cheio de curvas e uma rebeldia alimentada pelo abandono da família. Quando seu pai tenta obrigá-la a assinar um contrato de casamento com o herdeiro oculto do império Zeiberg para salvar a holding da falência, ela cria o plano de sabotagem perfeito: encontrar um marido de aluguel no submundo para anular o arranjo pelo crime de bigamia. Com a bolsa cheia de dinheiro vivo, ela invade a Erotic's Boys disposta a contratar um gigolô. Arthur Aguiar Montez quer distância do luxo. Ele apagou o sobrenome Zeiberg do registro legal, esconde o dinheiro da mãe controladora e gerencia o balcão da boate no Quarto Distrito. Quando recebe um ultimato para se casar com uma herdeira rica, ele decide encontrar uma noiva de fachada para recuperar sua liberdade definitiva. O destino joga os dois no mesmo balcão. Charlotte bebe além da conta, é assaltada na calçada e desmaia nos braços do barman arrogante e sem camisa. Sem dinheiro e sem rumo, ela propõe um casamento no papel. Ele aceita o trato de graça para peitar a mãe. Eles assinam os papéis sem saber que estão casando exatamente com a pessoa de quem tentavam fugir. Agora, sem luxo, falidos e dividindo um teto modesto no Quarto Distrito, eles vão viver o pior perrengue de suas vidas. Ela acha que comprou um gigolô. Ele acha que salvou uma patricinha desastrada. E O LEITOR VAI DESCOBRIR QUE O CASAMENTO PERFEITO NASCE DO CAOS MAIS ABSOLUTO.
Leer másPOV CHARLOTTE
O estalo seco do tapa ecoou pelo escritório revestido de jacarandá antes que eu conseguisse prever o movimento.
A força do golpe do meu progenitor foi tão violenta que a minha região cervical estalou e a minha cabeça girou. Perdi completamente o equilíbrio e o meu corpo foi jogado sem nenhum amparo contra o piso de mármore importado. O tecido caro do meu vestido de grife rasgou na lateral do quadril quando bati com força contra a quina da mesa de centro, espalhando uma dor aguda pela minha coxa. No segundo seguinte, o gosto quente e metálico do sangue inundou a minha boca, escorrendo rápido pelo canto do meu lábio inferior.
— Você vai estar naquele almoço amanhã, vai sorrir e vai aceitar o herdeiro dos Zeiberg como o seu marido, sua imbecil.
A voz rosnou acima de mim, fazendo meu estômago revirar em um espasmo violento de náusea e ansiedade. O suor frio brotou instantaneamente na minha testa, colando alguns fios de cabelo no meu rosto. Antes que eu conseguisse me apoiar nos cotovelos para levantar, os dedos grossos dele se cravaram nos meus cabelos castanhos com força, puxando a raiz com uma ignorância que fez o meu couro cabeludo arder como se estivesse em chamas, me suspendendo do chão.
A dor lancinante irradiou direto para a minha nuca, fazendo as minhas lágrimas de raiva arderem nos meus olhos, mas eu cerrei os dentes com tanta força que a minha arcada dentária estalou, recusando-me a dar a ele o prazer de ouvir o meu choro.
— Olhe para mim, Charlotte. Olhe para a desgraça que você está causando com essa sua rebeldia de merda. Olha como você está me fazendo agir.
— Eu não causei porra nenhuma.
Cuspi as palavras junto com o rastro vermelho, sentindo o gosto de ferro na língua.
— Te mandei para a Suíça para você virar uma pessoa de elite, não uma moleca mimada, incendiária que só sabe desobedecer e envergonhar o nosso sobrenome.
Não respondi, apenas fechei os olhos com força, sentindo a queimação da raiz do cabelo se espalhar pelo restante do meu corpo e travar os meus ombros.
— Você vai fazer o que eu mandar você fazer. Vai se casar, abrir as pernas e engravidar de um herdeiro para garantir a porra desse acordo.
— A fraude é sua, Carlos Fronckowiak. A sonegação de impostos foi o seu esquema nojento de corrupção. A Receita Federal descobriu tudo e agora a holding está afundando por causa de uma multa milionária que você não tem como pagar. A culpa não é minha.
O meu progenitor apertou ainda mais os dedos contra a minha cabeça, o hálito dele exalando o cheiro azedo do uísque que ele vinha bebendo desde que a intimação do governo tinha chegado.
— Eu gastei uma fortuna com você e agora você me deve isso. O herdeiro dos Zeiberg é a nossa única salvação. Você vai assinar a porra desse contrato de casamento de uma vez por todas, vai salvar esta família da falência e vai limpar o sobrenome que te dei.
— Solta ela, Carlos. Homem não b**e em mulher.
A voz do meu avô Alfonso ecoou na porta da sala, interrompendo a agressão. Desviei o olhar por um segundo e foquei nele. O homem de cabelos grisalhos perfeitamente alinhados segurava um copo de uísque com os dedos firmes, caminhando em direção ao centro do escritório com a frieza de quem avalia o preço de um pedaço de gado antes do leilão. Ele segurou o pulso do meu pai com firmeza, fazendo os dedos dele se abrirem e me deixando cair no chão de mármore novamente.
Carlos Fronckowiak recuou um passo com um empurrão e deu um chute ruidoso contra a base da cadeira de madeira ao lado. O rosto dele estava transfigurado pela fúria.
— Você é uma inútil, Charlotte. Uma desgraçada que só serve para esbanjar o que eu construí. Você devia ter morrido junto com a sua mãe. — Ele me encarou furioso, passando as duas mãos pelos cabelos escuros. — Não. Na verdade, você nem deveria ter nascido.
A frase dele entrou na minha mente como uma lâmina fria, cortando o meu coração por dentro e ferindo o meu ego. Aquilo estraçalhou o restante do respeito que eu ainda tentava manter por aquele homem.
Um bolo amargo e sufocante se formou na minha garganta, bloqueando a minha respiração por um segundo, e uma vontade avassaladora de vomitar subiu até o meu peito. Engoli o choro que tentava me esmagar e me levantei do chão devagar, sentindo as pernas bambas enquanto limpava o sangue do lábio com as costas da mão esquerda.
— Vá, menina — meu avô Alfonso disse, a voz mansa, mas cortante, enquanto dava um gole calmo no uísque. — Mas lembre-se: você não tem escolha. Tem uma responsabilidade com o seu sobrenome. Se você recusar esse almoço de amanhã e fizer a família Zeiberg cancelar o acordo, acabou a faculdade de Economia, acabaram os cartões de crédito e a sua vida de luxo. Vamos perder tudo.
Não respondi. Não olhei para trás. Peguei a minha bolsa em cima do aparador e saí daquela mansão pisando firme, deixando o barulho dos meus sapatos ecoar pelo corredor vazio da entrada.
Caminhei até a calçada da avenida, o vento frio de julho batendo contra o meu rosto e ressecando o rastro do sangue na minha pele. O meu corpo inteiro tremia de ódio e humilhação, os meus dentes batendo uns contra os outros. Ergui o braço e parei o primeiro táxi que passou pela guia, pulando para dentro do banco de trás e batendo a porta com força.
— Para qualquer lugar longe daqui.
Falei para o motorista, afundando as costas no estofado gasto do veículo. Tentei respirar fundo várias vezes para que o meu peito se expandisse e eu não morresse sufocada pela raiva, pelo rancor e pelo ressentimento.
— Está tudo bem, senhora? — o motorista perguntou, olhando pelo retrovisor com uma expressão de dúvida.
— Sim... — afirmei com a voz embargada, enquanto limpava as lágrimas com pressa para manter a pose.
O táxi dirigiu por alguns minutos pelas ruas de Porto Alegre.
O meu celular vibrou em cima do meu colo, a tela acendendo com uma notificação de mensagem. Era a Moon Bittencourt, minha amiga da faculdade de Design.
"Lottie, estou indo almoçar no shopping perto do centro. Você quer se encontrar comigo?"
Encarei as letras na tela por alguns segundos. Eu estava sem fome e a náusea do estresse martelava a minha têmpora com batidas dolorosas, mas eu me recusava a voltar para a mansão ou ficar sozinha trancada em um quarto. Digitei a resposta com rapidez.
"Estou a caminho, Moon. Me espera no bar. Preciso de um drink urgente."
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🚨 NOTA DA AUTORA: Sejam bem-vindos a mais uma história do nosso universo compartilhado! 💖✨
👉 Para quem está chegando agora e quer se aprofundar ainda mais nesse mundo, esta história é um spin-off de um spin-off! 📚🔥 A obra original que deu início a tudo se chama O BILIONÁRIO OBCECADO PELA BABÁ VIRGEM DO CLUBE PROIBIDO, que faz parte do universo do AMBROSIA CLUB- UM club de BDSM - Dominação e Subimissão de Mulheres. 💥
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👉 Agora, em ME CASEI COM O GIGOLÔ E ELE ERA MEU NOIVO FUGITIVO BILIONÁRIO, nós vamos acompanhar a trajetória caótica e divertida da Charlotte e do Arthur dentro do mesmo ecossistema que muitos já conhecem e amam! 💖🗣️
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POV CHARLOTTEEle riu. Um riso debochado e me encarou novamente, mas eu mantive o olhar fixo nele.— Sério?Acenei com a cabeça, sentindo um calor absurdo subir pelas minhas bochechas e o meu coração disparar contra as costelas, dando batidas tão fortes e aceleradas que pareciam martelar direto na minha garganta.— Uma pessoa com a aparência igual à sua com certeza não precisa vir aqui caçar um homem.— O que quer dizer com isso? — perguntei, tentando equilibrar o meu corpo no banco enquanto a minha cabeça dava uma leve volta. — Por um acaso o público da casa não é feminino?— Não...não é isso... — Ele gargalhou alto, passando as mãos pelos cabelos cacheados. — É que você tem uma aparência... agradável. — Ele respondeu, pegando um pano e esfregando a madeira do balcão que eu tinha certeza de que já estava limpa.— Por um acaso, você quer dizer que me acha atraente? — Perguntei. A pergunta escapou da minha boca antes que o meu cérebro conseguisse parar a falta de filtro.O homem travo
POV/ CHARLLOTE— Todo local tem banheiros. — Ele rebateu, sem se impressionar.— Vai ficar me entediando? Qual é a especialidade da casa?— O quê? — Ele piscou atordoado com a minha audácia e soltou um risinho de canto. — Bom... Temos Whisky, Gin, Rum, Vodka.— O que menos mata. — Respondi de pronto.O homem ergueu uma sobrancelha, pegou uma garrafa de líquido transparente e despejou em um copo curto. Virou a dose na minha direção.— Cadê o canudo? — Perguntei, olhando para o copo pequeno.O barman parou todos os movimentos com as mãos e ficou me olhando. Passaram-se cinco segundos, mas ele não disse nada. Olhei para ele novamente e ele me olhou de volta, olhou para o copo e depois para o meu rosto.Aí ele respondeu:— Isso... é... um... shot. — Ele disse, pausadamente.— Ah... — Fiquei completamente sem graça, sentindo as minhas bochechas queimarem. — Então vocês bebem errado por escolha.Peguei o copo com os dedos trêmulos e entornei o líquido na boca de uma vez só. No mesmo segundo
POV CHARLOTTEEu parei na calçada escura do Quarto Distrito, encarando a fachada cinzenta da Erotic's Boys. Dei um passo em direção à porta de entrada. Meu estômago deu um nó. Recuei dois passos. Fingi que olhava uma mensagem na tela apagada do celular. Limpei a garganta.Caminhei até a porta de novo. Desisti outra vez.Respirei fundo. Estiquei a mão para a maçaneta. Não. Voltei. Respirei de novo.Caminhei até a porta. Desisti outra vez. A senhora da banca de jornal do outro lado da rua já estava me olhando pela terceira vez consecutiva.Ela provavelmente estava pensando: ou entra ou vai embora, mulher.Eu tinha vinte e um anos. Nunca tinha entrado em uma boate na minha vida. Segurei firme a alça da minha bolsa recheada de notas de cem reais e empurrei a porta de uma vez só.O ambiente era uma penumbra densa, cortada por luzes vermelhas neon. Assim que entrei, alguns olhares vieram até mim.Ele descobriu.Abracei a minha bolsa mais forte, sentindo o pânico subir.Uma mulher estava olh
POV CHARLOTTE— Eu vou tomar. — Respondi, desligando a chamada. Logo em seguida, o bipe da mensagem com o endereço chegou na tela.Olhei em direção ao corredor principal e percebi que o meu pai e o meu avô ainda não tinham retornado da busca por Betânia no estacionamento. Peguei a minha bolsa pesada, cheia de maços de dinheiro, ajeitei o casaco preto largo sobre o corpo para esconder as mechas coloridas e caminhei firme em direção à porta de saída oposta do restaurante, que dava para os fundos.Saí pelo acesso de serviço antes que os dois voltassem para a mesa, sumindo no ar frio da tarde de Porto Alegre.Peguei o primeiro táxi na calçada e dei o endereço do hotel. Eu precisava me livrar daquela carcaça de espantalho gótico amassada antes de pisar na boate.Subi direto para o quarto, joguei a bolsa cheia de notas em cima da cama e me tranquei no banheiro. Tomei um banho demorado, deixando a água quente lavar o estresse daquele almoço desastroso e o resto da ressaca passada.Saí do chu
Último capítulo