Mundo de ficçãoIniciar sessãoAmetista Davis deixou o interior em busca de uma vida melhor. Depois de meses sobrevivendo em empregos mal pagos, ela finalmente consegue uma oportunidade que pode mudar seu destino: trabalhar como secretária na Maçã Vermelha, uma das maiores fabricantes de produtos de prazer do país. O que ela não esperava era cruzar o caminho de Jay Franklin. Bonito, inconsequente e herdeiro da empresa, Jay sempre viveu sem se preocupar com consequências. Mas quando seu pai anuncia uma disputa entre ele e o primo Gary para decidir quem assumirá a presidência da companhia, ele percebe que pode perder tudo. Sem paciência para burocracias e relatórios, Jay encontra uma solução aparentemente perfeita: usar a competente e inteligente Ametista para ajudá-lo a vencer a competição. Jay seduz Ametista, ao perceber nela as habilidades necessárias para o seu sucesso. O que não fazia parte da estratégia era se apaixonar. Enquanto a atração entre eles cresce, Jay descobre que algumas batalhas não podem ser vencidas com charme ou dinheiro. E quando Ametista descobre que o relacionamento começou por interesse, ela decide ir embora, levando consigo muito mais do que o coração dele.
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Sim. A culpa era toda de April! Ela me encurralara no corredor do apartamento, estendendo um pedaço minimalista de renda preta e um pequeno controle remoto texturizado. — Usa. Se você não experimentar, nunca vai entender o poder do que essa empresa vende. Vai te deixar levinha, boba — dissera ela, piscando de forma conspiratória antes de enfiar o aparelho de plástico fosco na minha mão. Sim, agora eu sou secretária executiva de uma empresa de artigos de prazer. Faz parte do meu trabalho conhecer bem os produtos. Em outras palavras, sex toys. Mas, se meu pai ainda estivesse vivo, com toda a sua devoção como um fervoroso cristão evangélico, ele provavelmente me arrastaria para fora daquele emprego pelos cabelos. Para não perder a condução, acabei cedendo. Agora, a calcinha, se é que aquele emaranhado de fios estratégicos e um pequeno bulbo de silicone discretamente posicionado contra a minha intimidade podia ser chamado assim, parecia vibrar com a mera eletricidade estática do meu próprio corpo. Cada passo que eu dava no mármore polido do saguão gerava um atrito sutil, uma pressão velada que enviava choques térmicos direto para o meu baixo ventre. Para piorar, o trajeto de ônibus sob o trânsito caótico de LA fora um inferno. A saia social justa limitava meus movimentos, e a meia-calça barata pinicava a minha pele com uma insistência sádica. No empurra-empurra para desembarcar, um objeto qualquer rasgara o tecido, puxando um fio enorme que agora subia pela minha panturrilha como uma cicatriz desleixada. Destruía completamente a imagem de secretária impecável que eu tanto precisava projetar. Entrei no elevador social acompanhada por três executivos de terno. O silêncio era quebrado apenas pelo suave zumbido do motor e pelo perfume caro daqueles homens. Encarei os meus próprios sapatos, sentindo o suor frio brotar na minha nuca. O atrito da meia-calça rasgada contra o silicone da lingerie estava se tornando uma tortura deliciosamente perigosa. No sétimo andar, os últimos ocupantes desembarcaram. As portas se fecharam, deixando-me sozinha. O painel indicava que faltavam apenas dois andares para o meu destino. É agora ou nunca, pensei, com o coração batendo na garganta. Com um gesto rápido e impaciente, levei as mãos ao cós da saia, enfiando os dedos por baixo do tecido para agarrar a meia-calça. Mas, ao erguer os olhos, deparei-me com a lente escura e reluzente da câmera de segurança no canto superior do teto. A sensação nítida de que havia alguém do outro lado, observando a forma como meus dedos subiam pelas minhas próprias coxas, fez minhas entranhas se contraírem em um misto de pânico e uma excitação proibida que me assustou. Desistive imediatamente, soltando o tecido. Quando as portas se abriram no nono andar, um corredor silencioso, revestido de madeira escura e carpete espesso, estendeu-se diante de mim. O relógio no meu pulso corria implacável. Não havia tempo para procurar um banheiro. Guiada pelo puro impulso do desconforto, enfiei a mão sob a barra da saia enquanto caminhava, puxando a meia-calça para baixo com movimentos frenéticos e desajeitados. Consegui libertar a perna esquerda, sentindo a pele finalmente respirar, quando o desastre aconteceu. A alça da bolsa escorregou pelo tecido liso do meu blazer. O fecho magnético cedeu com o impacto no chão, e todo o conteúdo espalhou-se pelo carpete impecável: batons, chaves, moedas, cadernos de anotações e... o pequeno controle remoto fosco que April havia me obrigado a levar. — Que inferno! — praguejei em um sussurro, com a voz embargada pela frustração. Praticamente saltando de uma perna só, arranquei o restante da meia-calça rasgada, embolei-a em uma massa disforme e me abaixei rapidamente para recolher meus pertences. Minhas mãos agiam no piloto automático, jogando tudo de volta para o interior da bolsa. Eu não olhei direito. Não conferi item por item. O pânico de ser flagrada naquela pose humilhante pelo meu novo chefe falava mais alto. Ergui-me de um salto, joguei a bolsa no ombro e ajeitei a saia com um puxão firme. Respirei fundo, engolindo o nó de nervosismo que ameaçava me sufocar, e caminhei em direção à grande mesa de vidro que guardava a entrada da diretoria executiva. O relógio marcava exatamente o horário do início do expediente. Eu estava em cima da hora, mas estava pontual. O que eu não sabia, enquanto limpava uma gota invisível de suor da testa e tentava acalmar o fogo sutil que a calcinha secreta mantinha aceso entre as minhas pernas, era que, no chão do corredor, a poucos metros dali, um pequeno objeto de plástico preto e fosco havia ficado para trás, repousando discretamente contra o rodapé. E os passos firmes e imponentes que começavam a ecoar no final do corredor pertenciam ao homem que mandava em todo aquele império de Los Angeles.Jay FranklinA primeira coisa que fiz quando entrei em casa foi procurar a Mary. Se alguém sabia o que havia acontecido na época em que o Gary teve problemas em Ohio, era ela. Naquela época, todo verão ela era escolhida para ir com a gente. Mary sempre foi a mais divertida e, ao mesmo tempo, a mais cautelosa das nossas funcionárias. Lembro bem de como a esposa do meu tio ligava para o meu pai implorando para "roubar" a governanta dele. Eu acredito que ela confiava nela não só pelo zelo com a casa, mas porque o jeito um tanto intrometido da Mary — de um jeito bom, claro — fazia com que ela nos controlasse sem ser uma chata.Eu parei de ir para lá assim que briguei feio com o Gary, mas a Mary continuou indo por mais alguns anos. Lembro que algo aconteceu na época, algo que envolveu polícia ou quase envolveu, algo que o Gary fez, mas que eu nunca quis me inteirar. Nada daquele sujeito me interessava.Assim que me viu, Mary já soltou:— Vai pedir o quê? Porque quando você vem atrás de mi
Ametista DavisFoi um fim de semana maravilhoso. Ele respeitou meus medos. Nem seus amassos picantes ele me deu depois daquilo; apenas beijos cálidos, abraços apertados, como dois namoradinhos inocentes. A viagem de volta para casa foi toda conversando. Ele falando da vida dele, eu da minha. Descobri que, muito além da paixão avassaladora que surgiu entre nós, havia uma amizade forte e consistente. Com ele, o tempo não passava, voava.Quando ele estacionou na porta do meu prédio, despediu-se com um beijo rápido. No entanto, Jay me puxou de volta, beijando-me de maneira envolvente, profunda.— Meu Deus... — sussurrei, ofegante — Assim eu não vou conseguir nem subir.— Que bom — ele respondeu, com um sorriso de canto. — Quem disse que eu quero que você vá embora? Estamos desde quarta-feira juntos. E desde quinta, juntos de verdade... Qualquer tempo ao seu lado me parece curto.Ele disse aquilo com uma seriedade que me desarmou.— Para de falar essas coisas... — respondi, tentando manter
Ametista Davis Quando abri os olhos, a luz fraca do abajur iluminava a poltrona bem próxima à minha cama. Jay estava ali, encolhido, cochilando com os braços cruzados sobre o peito. O medo em mim ainda se fazia presente, um tremor no fundo da alma, porém eu estava muito mais tranquila. O que fora aquilo? O que estava acontecendo comigo? Na verdade... o que aconteceu comigo no passado? Era como se eu lembrasse de algo terrível e, ao mesmo tempo, não conseguisse resgatar a cena exata na memória. As pedras, aquele lugar bonito... estar ali me deu a sensação sufocante de estar sendo coagida. A sensação terrível de estar sendo ferida, de que a minha vida estava por um fio. O engraçado é que sempre que estou com o Jay Franklin, eu me sinto infinitamente protegida. Mas nem a presença dele conseguiu afastar aquele fantasma lá nas pedras. Foi como se ele estivesse me fazendo mal, e eu sabia que ele não estava. Ele só queria me amar, assim como eu desejava o amor dele. Tentei me levant
Jay Franklin A quem eu queria enganar? Eu estava completamente louco por ela. Há poucos dias, o Paul jogou essa verdade na minha cara e eu tentei negar para ele e para mim mesmo. Mas não dá mais. Eu a quero. E ouvi-la dizer que também me queria, que queria sentir o meu corpo no dela... acabou com qualquer resto de juízo que me sobrava. Eu não tinha consciência suficiente que me fizesse parar. Queria ir até o fim, foder ela tão fundo a ponto de fazê-la esquecer do mundo. Queria saborear cada centímetro daquela pele macia e cheirosa com a minha boca e com as minhas mãos. Com o tesão me cegando, beijei sua boca de novo, enterrando minha língua sentindo o sabor dela e segurando aqueles cabelos maravilhosos. Desci pelos contornos do pescoço, passei pelo colo, ombros, até levantar o camisão que ela usava até a altura do umbigo. Desci a cabeça me esfregando nela. Beijei muito o abdômen, passando a língua na sua pele quente. A respiração da Ametista era pura aflição e desejo. Ela arfava,





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