A alvorada não trouxe alívio.
Selena permanecia deitada, os olhos fixos no teto baixo da caverna. O calor da lareira ainda crepitava, mas dentro dela tudo era gelo. Não físico — era um vazio ancestral, como se partes dela fossem arrancadas pouco a pouco sem anestesia.
Rurik voltara da floresta ao amanhecer, com a barba úmida de orvalho e o cheiro de sangue no casaco.
— Trouxe comida — disse ele, jogando um coelho limpo sobre a pedra plana.
Ela não respondeu.
Ele se aproximou. Ajoelhou-se ao lad