A madrugada caiu com cheiro de relva queimada e magia solta.
Selena dormia.
Ou tentava.
Na verdade, estava deitada na cama de Rurik, o corpo ainda latejando com a tensão mágica da noite anterior, os olhos fixos no teto de madeira, onde as sombras pareciam se mexer. Sua mente fervia com sussurros, imagens, presságios que não eram dela — mas que a usavam como porta.
Ao lado, Rurik dormia pesado. Mas o corpo dele também reagia, como se mesmo no inconsciente, a besta soubesse que algo estava se apr