Rurik chegou à cabana antes do pôr do sol.
O céu estava roxo, sufocado por nuvens. A mata parecia segurar o fôlego.
Ele sentia o cheiro dela antes de vê-la.
Selena.
Na varanda, de pé, com os cabelos soltos, olhos fixos nele como se soubesse que ele viria.
Sabia. Ela sempre sabia.
— Correu a floresta inteira pra me achar?
— Você estava sangrando — ele disse, sem rodeios.
Ela cruzou os braços.
— Ninguém me tocou.
— Mas quiseram.
— Não são você.
Rurik subiu os degraus em silêncio, sem tirar os olh