A madrugada caiu densa, envolta em névoa e silêncio. Um silêncio estranho, pesado demais para ser natural. O vento não se movia. Nem as folhas sussurravam. Até os uivos noturnos haviam cessado.
Damon estava sentado à beira do penhasco, Kai adormecido em seus braços, o peito nu coberto apenas por um manto leve. Ele sentia que algo se aproximava. Não era só o frio. Era um presságio. A alma da floresta gritava em surdina.
Na parte baixa da aldeia, os guardas estavam inquietos. Um deles — jovem, in