O Coração do Eclipse
Meus pĂ©s descalços ainda tocavam o chĂŁo queimado pela chama sombria que Atrael deixara para trĂĄs. A clareira ardia com brasas que nĂŁo consumiam madeira, mas realidade â um fogo que corroĂa a prĂłpria essĂȘncia do que Ă©ramos. E ali, entre os escombros, o silĂȘncio era absoluto. Um silĂȘncio que gritava.
As palavras de Atrael ecoavam dentro de mim como uma profecia selada em sangue:
"O fruto da vossa uniĂŁo..."
Minha mĂŁo foi ao ventre instintivamente. NĂŁo havia movimento. Nenhuma