As Garras do Véu
Era como se o mundo tivesse sido refeito em cinzas.
Sob minhas patas, a terra pulsava um calor escuro e doentio, como se cada passo dado no VĂ©u extraĂsse uma parte da minha alma. As ĂĄrvores sussurravam coisas que eu nĂŁo compreendia â palavras em lĂnguas mortas, entoadas por vozes que jamais deveriam ter sido ouvidas.
Eu â ou melhor, Lunara â corria ao lado de dois lobos imensos.
Zahor, vermelho como um pÎr do sol banhado em sangue, avançava com precisão e elegùncia. Seus olhos