A Noite Em Que Eu Me Tornei Fogo
A mansĂŁo estava mergulhada no silĂȘncio quando atravessamos os portĂ”es.
A escuridão se derramava pelos corredores como um véu antigo.
NĂŁo era medoâŠ
Era espera.
Meus pés descalços tocavam o mårmore frio, mas meu corpo fervia.
AtrĂĄs de mim, Marco.
Seu andar era lento, firme, como quem retorna ao prĂłprio territĂłrio depois de ter sido exilado.
Ă frente, Rafael, o passo controlado, os ombros erguidos, como se antecipasse o que viria.
E eu⊠entre os dois.
O desejo me e