O Instinto Quebrado e a Verdade Revelada
A noite ainda parecia pulsar ao nosso redor quando o beijo de Marco — ou de Korran — se desfez lentamente contra minha pele. Ele manteve a testa apoiada na minha, respirando como alguém que acabara de atravessar uma batalha interna que nenhum outro seria capaz de entender. Suas mãos continuavam firmes em minha cintura, quentes, possessivas, como se deixá-la ir fosse um risco que ele não ousaria correr.
O silêncio entre nós era tão denso que parecia material.
O vento havia parado.
Os galhos não se moviam.
O mundo inteiro parecia ter esquecido como existir.
Só nós respirávamos ali.
— Luna… — Korran rosnou através dele, a voz misturada entre o humano e o selvagem.
Meu corpo reagiu àquele som com um arrepio que percorreu minha pele como eletricidade líquida. Lyris se ergueu dentro de mim, como se esticasse as patas invisíveis, despertando cada fibra do meu ser.
— Eu estou aqui — respondi, sem desviar os olhos dos dele.
Algo em Marco se partiu naque