A nova casa parecia menor do que nas fotos.
As paredes brancas, o chão de madeira rangendo a cada passo, o eco dos móveis sendo arrastados e o cheiro de tinta fresca misturado a café. Tudo era diferente, e o diferente dói quando o coração ainda está preso em outro lugar.
O taxista havia ajudado a deixar as malas na porta, desejando boa sorte num português carregado de sotaque. Mamãe sorriu, mas o sorriso dela era curto, quase um reflexo de educação. O rosto estava pálido, os lábios secos, e eu