Narrado por Henrique
Quando Anita entrou no carro, notei que ela estava um pouco nervosa durante boa parte da viagem, ela ficou calada e raramente me encarava.
Quando o fazia, mordia levemente os lábios, e esse simples gesto estava quase acabando com o último resquício de sanidade que me restava.
“Por Deus, coisinha pequena, não faça isso comigo!” — pensei mentalmente.
Ela tirou os óculos e encostou o braço no banco. Suspirei tão pesadamente que a assustei, e ela passou a me encarar. Sem tira