CAPÍTULO 11

Narrado por Henrique

Quando Anita entrou no carro, notei que ela estava um pouco nervosa durante boa parte da viagem, ela ficou calada e raramente me encarava.

Quando o fazia, mordia levemente os lábios, e esse simples gesto estava quase acabando com o último resquício de sanidade que me restava.

“Por Deus, coisinha pequena, não faça isso comigo!” — pensei mentalmente.

Ela tirou os óculos e encostou o braço no banco. Suspirei tão pesadamente que a assustei, e ela passou a me encarar. Sem tirar os olhos do trânsito, perguntei:

— Costuma dar aulas sempre assim?

— Assim como? — perguntou Anita, meio sem entender.

— Fazendo gestos tão... sensuais? — falei, um pouco provocativo.

— Desculpe, delegado, não entendi…

— Você sabe que é linda, não sabe, Anita?

— Eu sou? Eu não sa…

Não a deixei continuar. Com um tom aborrecido, disse:

— Não seja tão modesta, senhorita Jeong! Agora entendo por que seu aluno está tão interessado em você!

Ela piscou algumas vezes, franzindo o cenho:

— Ainda não en
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