Narrado por Henrique
Quando finalmente chegamos ao prédio do meu apartamento, minha atenção redobrou. Primeiramente, certifiquei-me de que não estávamos sendo seguidos, como sempre faço. Percebi que estávamos sozinhos, e só então olhei para Anita e perguntei, com suavidade:
— Posso?
Ela entendeu que eu queria pegar a pequena que agora eu sabia que se chamava Chun-hee, que estava dormindo no seu colo e ela assentiu. Peguei a garotinha com cuidado, aliviando automaticamente os braços da mãe. Anita parecia cansada, e cada pequeno gesto que eu fazia para facilitar seu fardo parecia importar.
Surpreendeu-me que a menina era tão leve, quase que flutuava em meus braços. Olhei com atenção para a pequenina e percebi o quanto ela havia puxado para a mãe — em beleza, no rostinho meigo e naquela expressão inocente. Era incrível como a semelhança podia ser tão nítida.
Levei Anita e a garotinha para o elevador. Assim que entramos, uma senhora já estava lá dentro, e com um sorriso simpático nos