Acordei com o som mais característico de Monte Verde: o grito esganiçado e insistente das galinhas d’angola. Era como se elas tivessem feito um coral desafinado para lembrar todo mundo que o dia tinha começado — gostando ou não.
— Tô fraca! Tô fraca! — gritavam elas pelo quintal, com um desespero que parecia cômico, mas... completamente compreensível.
Abri a janela e observei uma delas, meio descabelada, se é que galinha pode ser descabelada, andando de um lado para o outro com ares de quem já