Joguei a última peça de roupa na mala e puxei o zíper com força, como se aquilo pudesse selar a bagunça que estava dentro de mim. Já tinha decidido: partiria de Monte Verde pela manhã. Sem avisos, sem despedidas longas. Só eu, a estrada e o que restou de mim depois dessa temporada improvável.
Foi então que ouvi batidas leves na porta. Suspirei. Só podia ser ela.
— Alice? — a voz doce de Dona Gertrudes me alcançou antes que eu abrisse. — Posso entrar?
Abri à porta e dona Ge cruzou a porta devaga