O dia nasceu devagar, tingindo de dourado as janelas do hospital. O sol entrava tímido, como se não quisesse interromper o que havia se moldado entre Isabella e Rafael durante a madrugada. A mão dela ainda repousava sobre a dele, e nenhum dos dois teve coragem de soltar primeiro. Foi a porta rangendo que os despertou. Logo após, o médico entrou seguido por uma enfermeira, revisando papéis com expressão séria demais para aquela manhã tão frágil.
— Bom dia! — disse, sem perceber a carga emocional