Rafael ficou em silêncio depois da fala de Seu Anselmo. Não era um silêncio vazio — era o tipo que antecede algo definitivo. Ele sentiu o peso da decisão escorrer pelo corpo, como se cada lembrança, cada medo e cada sonho tivessem finalmente encontrado o mesmo ponto de encontro.
Ele saiu do quarto outra vez, mas agora não havia correria no passo. Caminhou até o final do corredor, onde a janela dava para fora do hospital. Lá fora, o céu começava a abrir pequenas frestas de azul, tímidas, mas ins