A madrugada avançou lenta, com o hospital inteiro mergulhado naquele silêncio cheio de máquinas e respirações medidas. Isa ficou sentada na poltrona ao lado da cama do avô, enquanto Rafael ajeitava o casaco no chão para improvisar outro travesseiro.
— Rafa... — chamou baixinho, para não acordar Seu Anselmo.
Ele ergueu o rosto.
— Hum?
— O que você vai dizer ao produtor amanhã?
Rafael suspirou devagar, como quem procurava as palavras certas para que não ferissem nenhum dos dois.
— Eu acho que, de