Continuo parada, com a mão suspensa no ar, sentindo o peso daquela escolha esmagar meu peito. O silêncio no quarto é quase violento. Christopher ainda está ali, respirando com dificuldade, sangue escorrendo pelo canto da boca. Caio não se move. Nenhum dos dois ousa quebrar o momento, como se qualquer palavra pudesse ser definitiva demais.
Sou eu quem abaixa a mão primeiro.
Não em direção a nenhum deles.
Apenas deixo o braço cair ao lado do corpo, porque percebo, com uma clareza cruel, que escol