O dia do casamento não amanhece. Ele simplesmente acontece, como tudo naquele lugar. Sem sol, sem promessa, sem começo verdadeiro. Apenas continuidade. Quando me visto, não sinto nervosismo, nem medo. Sinto um vazio funcional, desses que servem para atravessar acontecimentos sem desmoronar no meio. As mulheres da facção não falam comigo. Ajustam o vestido escuro, quase ritualístico, como se estivessem preparando um corpo para o sacrifício, não uma noiva.
O tecido é pesado. Não há branco. Não há