Narrado por Leonid Raskolnikov
O corredor até o subterrâneo da sede parecia mais longo naquela manhã. Cada passo ecoava como um presságio, reverberando pelas paredes grossas, como se o próprio edifício soubesse que algo estava prestes a ser decidido ali embaixo — algo que não se poderia desfazer.
Zalea caminhava ao meu lado, envolta em um sobretudo espesso que mal disfarçava a fragilidade de seu corpo em recuperação. Mas havia algo em seus olhos que nenhuma dor conseguia apagar: o fogo. Ela nã