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CAPÍTULO 68 — O PRIMEIRO TESTE

A primeira coisa que Lyria sentiu quando ficou sozinha não foi medo.

Foi silêncio.

O tipo de silêncio que não existe na vida comum.

O tipo de silêncio que existe quando o mundo inteiro prende o fôlego para ver se você cai.

Kael e Elyon tinham sido arrancados como se fossem fios cortados. E o pior não era não vê-los. O pior era sentir, de repente, o vazio da ausência deles dentro do peito, como se alguém tivesse arrancado a âncora e deixado o corpo da alma flutuando.

Lyria respirou fundo.

O fragmento no peito dela pulsou.

Ela ouviu a própria respiração ecoar na clareira.

O Primordial ficou imóvel. A fenda no céu permanecia aberta, como um olho.

“Agora.”

A voz falou.

“Mostra.”

Lyria fechou os olhos por um instante e tentou localizar Kael e Elyon. Sentiu algo, muito distante, como um cheiro no vento. Não era localização no espaço. Era localização no vínculo.

Ela abriu os olhos.

— Onde eles estão?

O Primordial respondeu:

“Não importa.”

— Importa pra mim.

“Isso é o que te enfraquece.”

Lyri
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