O silêncio daquela manhã não era comum.
Não era ausência de som — era contenção.
Luna percebeu isso antes mesmo de abrir os olhos. O ar parecia suspenso, como se o mundo estivesse prendendo a respiração à espera de algo inevitável. O vento não entrava pelas frestas da janela. As folhas lá fora não se mexiam. Até os pássaros pareciam ter feito um pacto de quietude.
Ela se levantou devagar, sentindo o peso do próprio corpo como se tivesse atravessado uma noite inteira em guerra. Não havia lembra