A mente de Lyria desmoronava.
Literalmente.
Fragmentos de memórias flutuavam como pedaços de vidro:
a infância dela, a primeira vez que sentiu medo, o primeiro toque de Kael, o primeiro olhar de Elyon, o peso do destino, o vazio do Abismo, a mão da Primeira Herdeira.
Tudo se partia.
Tudo se repetia.
Tudo se distorcia.
Como se Valeth estivesse mastigando a consciência dela por dentro.
Kael e Elyon ficaram lado a lado — tão próximos que suas energias quase se fundiam.
A silhueta colossal de Valeth se ergueu sobre Lyria, prensando a pequena versão dela contra o chão psíquico.
Ele falava com uma voz que vibrava dentro dos ossos deles:
“ELA É MINHA.
VOCÊS NÃO PODEM SALVAR O QUE NUNCA PERTENCEU A VOCÊS.”
Kael cuspiu no chão mental.
— Pertence ao caralho.
Elyon levantou o queixo, energia prateada brilhando na pele.
— Toca nela de novo e eu arranco sua essência com a mão.
Valeth se inclinou, aproximando o rosto que não era rosto.
“VOCÊS SÃO FRACOS AQUI.”
Kael avançou primeiro.
Um ataque br