Valeth rugiu —
não um rugido físico, mas um rugido que atravessava memórias, quebrava lembranças, distorcia a mente.
Ele tentou avançar.
Lyria não recuou.
Ela abriu os braços.
E a mente dela inteira respondeu.
As paredes mentais — antes desorganizadas — se rearranjaram como engrenagens feitas de luz, sombra e vontade.
Era como ver uma mente se reconstruindo enquanto respirava.
Kael ficou imóvel, até que lágrimas caíram do rosto dele sem que ele percebesse.
Elyon segurou o peito, tentando acompanhar a pulsação energética.
— Isso… isso é impossível…
Kael sussurrou:
— Essa… é a verdadeira Lyria.
⭐ AS VERSÕES DISTORCIDAS
Valeth não atacou sozinho.
Atrás dele, saindo das sombras, duas formas apareceram:
um Kael distorcido, com olhos vazios e um sorriso quebrado
um Elyon feito de sombra líquida, curvado, respirando ódio
Kael ficou branco.
Elyon esfriou por dentro.
Valeth falou:
“VOCÊS LUTAM POR ELA?
ENTÃO ENFRENTEM O QUE SÃO.”
Kael deu um passo.
— Eu não sou isso.
O Kael distorcido riu