A explosão dentro do Abismo não era luz.
Nem sombra.
Nem magia.
Era origem.
Lyria foi arremessada para trás — mas não caiu.
Porque não havia chão.
Não havia ar.
Não havia direção.
Ela existia suspensa dentro do pulso que antecede o universo.
O núcleo que ela tocou pulsava diante dela como um coração antes de ser coração, nascido de tudo e de nada.
A criatura do Abismo tremia, fragmentando-se em milhares de formas ao mesmo tempo.
“VOCÊ NÃO DEVERIA TER DESPERTADO ISSO!”
Lyria levantou a mão novamente.
E a luz do Quarto Elemento respondeu tão violentamente que o próprio Abismo recuou.
— Eu despertei porque você me chamou.
“CHAMEI PARA CONSUMIR VOCÊ.”
— Então devia ter me deixado dormir.
A escuridão tremeu com a resposta.
O núcleo brilhou mais forte.
E algo começou a emergir de dentro dele.
Primeiro uma sombra.
Depois uma silhueta.
Depois… algo que parecia um corpo.
Mas não era um corpo mortal.
Era uma mulher.
Ou algo que foi mulher antes do mundo aprender a ser mundo.
Ela flutuo