A explosão dentro do Abismo não era luz.
Nem sombra.
Nem magia.
Era origem.
Lyria foi arremessada para trás — mas não caiu.
Porque não havia chão.
Não havia ar.
Não havia direção.
Ela existia suspensa dentro do pulso que antecede o universo.
O núcleo que ela tocou pulsava diante dela como um coração antes de ser coração, nascido de tudo e de nada.
A criatura do Abismo tremia, fragmentando-se em milhares de formas ao mesmo tempo.
“VOCÊ NÃO DEVERIA TER DESPERTADO ISSO!”
Lyria levantou a mão