Entrar no Abismo não foi como atravessar uma porta.
Nem como cair.
Nem como morrer.
Foi como ser dissolvida em consciência, sem perder o corpo.
Como se ela existisse inteira e quebrada ao mesmo tempo.
Lyria abriu os olhos — ou algo equivalente a abrir os olhos dentro do que não tinha luz.
E viu…
Nada.
Mas não um “nada vazio”.
Era um nada transbordando.
Um nada que parecia conter memórias de mundos que nunca nasceram, ecos de vidas que nunca tiveram corpo, fragmentos de pensamentos que ninguém