O coração do Abismo não era um lugar.
Era uma consciência viva, pulsando no escuro, como se o centro do nada tivesse aprendido a respirar.
Assim que Lyria atravessou, tudo ficou silencioso demais.
Não havia chão.
Não havia luz.
Não havia direção.
Mas havia um pulso.
Tum.
……
Tum.
…………
Tum.
Como se o nada estivesse tentando imitar um coração há milhares de eras e ainda não tivesse acertado o ritmo.
A voz do Abismo ecoou—não ao redor, mas dentro dela:
“VOCÊ NÃO DEVERIA TER CHEGADO AQUI…”
Lyria man