O céu não ficou escuro.
Ele apagou.
Como se alguém tivesse passado uma mão gigante sobre a luz e derrubado tudo no chão.
A rachadura acima deles se abriu mais, o brilho dourado desaparecendo e dando lugar a algo que não deveria existir:
uma escuridão viva.
E não era sombra.
Não era o Vazio.
Não era ausência.
Era presença.
Uma presença que esmagava o ar.
Kael imediatamente puxou Lyria para trás, colocando o corpo na frente dela.
— Fica atrás de mim.
Elyon fez o mesmo do outro lado.
— Se isso for o Abismo…
— …ele não toca em você antes de tocar em mim.
A Filha Perdida caiu de joelhos.
A mãe de Lyria desabou no chão, as mãos tremendo.
O Criador do Elo ergueu o braço, tentando conter a rachadura — mas até ELE parecia ser engolido pela força que vinha de dentro.
“É tarde…”
A voz dele falhou.
“…ele acordou.”
A rachadura tremeu.
E algo se mexeu lá dentro.
Não tinha forma.
Só movimento.
Mas o movimento tinha peso.
E intenção.
Uma intenção antiga e primitiva:
FOME.
Lyria deu um passo à