A explosão de luz que saiu do peito de Lyria não parecia magia.
Parecia um grito.
Um grito que o mundo inteiro ouviu.
A neve evaporou ao redor dela.
O vento parou.
As correntes que seguravam Kael e Elyon tremeram como se recebessem um choque.
As três versões dela — Luz, Sombra e Vazio — surgiram simultaneamente, alarmadas.
A Lyria da Luz:
— Ela está quebrando o Elo da forma errada!
A Lyria da Sombra:
— Não existe forma certa!
A Lyria do Vazio:
— Ela vai rasgar a própria alma!
A menina — a primeira Lyria — arregalou os olhos.
— Não…
Não é assim que se faz…
NÃO É ASSIM!
Mas era tarde.
Lyria ergueu as duas mãos.
O Elo brilhou dentro dela — prateado, dourado e negro ao mesmo tempo — como uma estrela prestes a explodir.
Kael, preso pelas correntes, gritou:
— LYRIA, PÁRA!
PÁRA AGORA!
VOCÊ VAI MORRER!
ME ESCUTA!
VOCÊ VAI MORRER!
Elyon, sangrando, tentou se libertar e cuspir sangue ao mesmo tempo.
— Lyria… não…
EU AGUENTO A DOR POR VOCÊ!
EU AGUENTO!
MAS VOCÊ NÃO AGUENTA A NOSSA!