A neve se abriu como se alguém tivesse rasgado o próprio mundo.
A voz atravessou o vento — viva, desesperada, real demais para ser Ilusão:
“LYRIAAAAA!”
Lyria virou-se na hora, o coração subindo à garganta.
A neve girou.
A escuridão vibrou.
As três versões dela desapareceram como fumaça.
E então…
uma figura surgiu correndo pela tempestade.
Primeiro a silhueta.
Depois o brilho azul.
Depois os olhos.
KAEL.
Mas não Kael criança.
Não Kael do Julgamento.
Kael AGORA.
Ferido.
Ensanguentado.
Of