A Luz não apenas cercava Kael — ela o atravessava.
Como lâminas de sol entrando sob a pele.
Como ferro quente queimando os ossos.
Kael caiu de joelhos na plataforma, o corpo inteiro arqueado, a respiração curta, quase inexistente.
A Filha Perdida observava sem emoção.
“O Julgamento começou.”
A mãe tentava se aproximar.
“Kael, não resista—”
Mas Kael resistia.
Não por orgulho.
Por Lyria.
Sempre por ela.
Lyria não conseguiu ficar parada.
Ela correu até a plataforma — só para ser arremessada para trás pelo impacto da Luz, que abriu uma barreira invisível entre eles.
— KAEL! — ela gritou, batendo nas mãos contra a barreira. — NÃO FAZ ISSO! NÃO FAZ!
A Luz intensificou, como se respondesse ao desespero dela.
Kael abriu os olhos — quase opacos, refletindo a luz.
— Lyria… — a voz dele era um sussurro rouco — …vai embora.
— NÃO!
Eu não deixo você morrer por mim!
Eu não deixo NUNCA!
Kael tentou sorrir, mas parecia que cada músculo estava sendo queimado.
— Eu aguento…
A Filha Perdida o inter