A luz engoliu os dois.
Não era luz comum.
Não era quente.
Era… viva.
Ela envolvia, empurrava, analisava — como se estivesse decidindo se aceitava Lyria, se rejeitava Kael, ou se consumia ambos.
Lyria sentiu a pele arder.
Kael apertou a mão dela.
— Fica comigo, Lyria. Não solta.
Ela tentou.
Mas quanto mais a luz os envolvia, mais difícil era sentir o próprio corpo.
Lyria olhou para Kael — e ele parecia feito de ouro quebrado, como se a luz estivesse tentando arrancar dele tudo o que não fosse pu