A luz engoliu os dois.
Não era luz comum.
Não era quente.
Era… viva.
Ela envolvia, empurrava, analisava — como se estivesse decidindo se aceitava Lyria, se rejeitava Kael, ou se consumia ambos.
Lyria sentiu a pele arder.
Kael apertou a mão dela.
— Fica comigo, Lyria. Não solta.
Ela tentou.
Mas quanto mais a luz os envolvia, mais difícil era sentir o próprio corpo.
Lyria olhou para Kael — e ele parecia feito de ouro quebrado, como se a luz estivesse tentando arrancar dele tudo o que não fosse puro.
— Kael… — ela sussurrou — …isso está te machucando.
— Não tem problema.
— TEM, SIM! — ela gritou, puxando ele. — Você não devia estar aqui!
Kael ergueu o rosto, os olhos azuis brilhando como lâmina.
— Eu cheguei primeiro.
Então esse Julgamento é MEU.
E eu passo com você.
Lyria sentiu um aperto no peito que não tinha nome.
Não era poder.
Não era medo.
Era… algo entre amor e pânico.
A luz aos poucos se abriu, revelando o interior da trilha.
Eles estavam em uma sala infinita.
Pilares altos como